Telegram na mira da Polícia Internacional: Pavel Durov fundador do aplicativo foi preso na França
- LaVoga
- 25 de ago. de 2024
- 2 min de leitura
Pavel Durov, fundador do aplicativo Telegram, foi preso na França depois que seu avião particular aterrisou no país.

Foto reprodução: Fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, acusado pela policia internacional de atividades criminosas.
Por: Juliana Steuernagel/ Reino Unido
O fundador do Telegram, Pavel Durov, é um “prisioneiro político” após sua prisão na França, disse uma autoridade russa.
O bilionário russo de 39 anos por trás do aplicativo de mensagens criptografadas foi detido depois que seu jato particular pousou no aeroporto Le Bourget, nos arredores de Paris.
Segundo informações de autoridades francesas e russas o mandado dizia respeito à falta de moderadores no Telegram e a possíveis atividades criminosas, incluindo o possível uso do aplicativo em lavagem de dinheiro, tráfico de drogas ou compartilhamento de conteúdo de abuso sexual infantil.
O Telegram é influente na Rússia, na Ucrânia , no Brasil e nas repúblicas da antiga União Soviética com quase 1 bilhão de usuários. O número de contas comprometidas é incontável.
O aplicativo tornou-se uma fonte crítica de informação sobre a guerra da Rússia na Ucrânia, muito utilizada tanto por autoridades de Moscou como de Kiev. Alguns analistas chamam o aplicativo de “um campo de batalha virtual” para a guerra.
Durov Pavel, cuja fortuna foi estimada pela Forbes em 15,5 mil milhões de dólares, deixou a Rússia em 2014 depois de se recusar a cumprir as exigências do governo para encerrar comunidades da oposição na sua plataforma de redes sociais VKontakte, que vendeu.
Durov tornou-se cidadão francês em agosto de 2021. Ele e o Telegram se mudaram para Dubai em 2017, e, de acordo com a mídia francesa, ele também recebeu a cidadania dos Emirados Árabes Unidos.
Ele também é cidadão de São Cristóvão e Nevis, uma nação com duas ilhas no Caribe, segundo relatos da mídia.
A Rússia começou a bloquear o Telegram em 2018, depois que o aplicativo se recusou a cumprir uma ordem judicial para conceder aos serviços de segurança do Estado acesso às mensagens criptografadas de seus usuários.
A ação teve pouco efeito na disponibilidade do Telegram por lá, mas gerou protestos em massa em Moscou e críticas de ONGs.
Comments